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Os números do Brasil, governo a governo
Doze períodos, de Sarney a Lula 3. Crescimento, inflação, salário, custo de vida e queimadas medidos com a mesma régua para todos, a partir de fontes oficiais.
Compare dois governos
Escolha dois períodos e veja, indicador por indicador, quem teve o melhor resultado. * Lula 3 está em andamento: valores parciais.
Placar de todos os governos
Cada bolinha é um indicador. ● entre os melhores ● entre os piores ● no meio Vazio: sem dado ou indicador sem ranking. Toque numa bolinha para ver o número.
Governo a governo
Em cada indicador com ranking, os governos são ordenados do melhor para o pior resultado, com o critério escrito ao lado. Os 3 primeiros recebem ✓ e os 3 últimos recebem ✕ (com menos governos, o corte é um quarto da lista). ✓ e ✕ não querem dizer que o número subiu ou desceu: dizem só se o resultado ficou entre os melhores ou os piores. A régua é a mesma para todos e está na metodologia.
Temas
Quanto valia de verdade?
"A gasolina custava R$ 0,50." Pode ser verdade, mas R$ 0,50 de 1995 não é R$ 0,50 de hoje. Digite um preço e o mês: a conta mostra o valor corrigido pela inflação e quanto ele pesava no salário mínimo da época.
Metodologia
Períodos de governo
A régua de pontos fortes e fracos
- Maior é melhor: crescimento do PIB, crescimento do PIB per capita, ganho real do salário mínimo, aumento da expectativa de vida, aumento do acesso ao ensino superior.
- Menor é melhor: desemprego, homicídios, inflação, peso da cesta básica no salário mínimo, preço real da gasolina, focos de queimada, extrema pobreza, desigualdade (Gini), mortalidade infantil, analfabetismo.
- Sem ranking: dólar, gasto público em saúde, gasto público em educação, universidades federais, cidades com ensino federal, Bolsa Família, leitos do SUS e Mapa da Fome (a FAO não mede abaixo de 2,5%, então não dá para comparar quem já estava fora do mapa; o site mostra quantos anos cada governo passou no mapa). Câmbio alto ajuda exportadores e encarece importados; gasto é insumo, e o resultado aparece nos indicadores de saúde e educação.
- Ritmo, não nível: mortalidade infantil, expectativa de vida, analfabetismo, ensino superior, extrema pobreza e desigualdade mudam devagar ao longo de décadas. Comparar o nível premiaria quem governou depois. Por isso o ranking mede quanto o indicador melhorou ou piorou por ano durante cada governo: do ano anterior à posse até o último ano do mandato. Extrema pobreza, mortalidade infantil e analfabetismo usam a variação percentual (cair de 50 para 45 pesa igual a cair de 10 para 9), para não favorecer quem começou de um patamar mais alto. Gini, expectativa de vida e ensino superior usam a variação em pontos. Lacunas de até 2 anos são preenchidas por interpolação linear; lacunas maiores deixam o governo sem resultado.
- Universidades federais e cidades com ensino federal: contagem anual do Censo da Educação Superior (INEP, desde 1995). O resumo mostra quantas foram acrescentadas entre o ano anterior à posse e o último ano do governo. Sem ranking, porque é expansão de estrutura e governos mais longos tendem a somar mais.
- PIB per capita: crescimento real do PIB (IBGE) descontado o crescimento da população (IBGE), em reais do ano mais recente.
- Entre os governos com dado no indicador, o quarto melhor (arredondado para cima) recebe ✓ ponto forte e o quarto pior recebe ✕ ponto fraco. Com 12 governos, são 3 de cada lado.
- Um governo só entra no ranking de um indicador se a série cobrir pelo menos 75% do seu período. Por isso Itamar não aparece no dólar (a série começa no Plano Real, em jul/1994) e os governos anteriores a 2003 não aparecem em queimadas.
- Lula 3 entra no ranking com os dados até agora, marcado com *.
Como cada número é atribuído a um governo
- Dados mensais: o mês pertence a quem governava no dia 15. Nos dois impeachments, o vice entra na data em que assumiu como interino: Itamar em 02/10/1992 e Temer em 12/05/2016.
- Dados anuais (PIB, queimadas): o ano é dividido na proporção dos dias de cada governo. Isso afeta 1985 (Sarney a partir de 15/03), 1990, 1992 e 2016. Nos gráficos anuais, o ano aparece na faixa de quem governou mais dias.
- Inflação do governo: média anual equivalente ao IPCA acumulado em todos os meses do mandato.
- Ganho real do salário mínimo: média do poder de compra nos últimos 12 meses do governo comparada com a média dos 12 meses anteriores à posse. Usar médias evita distorções da hiperinflação, quando o salário subia num mês e perdia valor nos seguintes.
- Moedas antes do Real: de 1986 a 1994 o Brasil trocou de moeda quatro vezes (Cruzado, Cruzado Novo, Cruzeiro, Cruzeiro Real, Real). Salário mínimo e cesta básica são convertidos para reais pelos fatores oficiais de cada troca e depois corrigidos pelo IPCA. O resultado é conferido contra a série de salário mínimo real do Ipea.
- Valores em reais de hoje: salário mínimo e gasolina são corrigidos pelo IPCA até o último mês divulgado. O dólar aparece em valor nominal, só a partir do Plano Real.
Limites
- Correlação não é causalidade: um indicador melhor ou pior não prova efeito de política de governo.
- Governos têm durações diferentes: Itamar governou 2 anos e 3 meses, FHC e Lula, 8 anos cada. Médias de períodos curtos oscilam mais.
- A cesta básica é a de São Paulo (DIEESE) e é comparada ao salário mínimo bruto, sem descontos.
- Focos de queimada vêm do satélite de referência do INPE, com série comparável desde 2003. Contagem de focos não é área queimada.
- A pesquisa nacional de preços de combustíveis da ANP começa em julho de 2001. Até o início de 2002 o preço da gasolina era definido pelo governo, e não há série oficial de preço médio nos postos antes disso. Por isso FHC 1 e Itamar ficam sem resultado em gasolina.
- A ANP não fez pesquisa de preços de combustíveis entre 18/8/2020 e 17/10/2020; esses meses ficam sem dado de gasolina.
- Fome, pobreza, mortalidade, expectativa de vida e educação vêm de bases da ONU (FAO, OMS, UNESCO, IGME) publicadas pelo Banco Mundial e calculadas com dados do IBGE, INEP e Ministério da Saúde. São as séries usadas para comparar o Brasil com outros países, inclusive pelo próprio governo. A FAO publica médias de três anos; a série começa em 2001.
- A taxa oficial de desmatamento do PRODES/INPE não é publicada em formato de tabela para download automático, por isso ainda não entra no painel.
- Fontes oficiais revisam dados. A cada atualização o painel baixa a série inteira de novo.